terça-feira, 16 de março de 2010

Café Jardim - Melgaço

O Alto-Minho é por excelência uma óptima região para se almoçar! É quase impossível entrar em alguma tasquinha ou restaurante e ser mal servido! Em Melgaço existem varias referencias gastronómicas a restaurantes que fazem parte de todos os roteiros turísticos, e garanto-vos que não serão esses que terão tempo de antena aqui.

Vou falar-vos de um sitio onde vão os trabalhadores almoçar, onde as pessoas da terra param para beber um café ou mesmo um copo de vinho e onde alguns "estrangeiros" vão de propósito para almoçar ou lanchar e beber um bom alvarinho.

O Café Jardim é um café restaurante gerido pela família Rodrigues, onde apesar de todos terem o seu emprego ainda fazem uma "perninha" a trabalhar no restaurante.

Quando se chega lá e se tem sorte de arranjar mesa sem ter de esperar, temos como entradas broa caseira e presunto e as vezes uns enchidos locais, há também sopa de legumes e caldo verde.

Na época dela há sempre lampreia, que apesar de eu não ser apreciador deve ser um prato muito bem confeccionado, pois estão sempre algumas mesas a degustar o dito ciclóstomo. Há também na época dele o Sável, sempre muito fresco, bacalhau á moda de Braga sempre acompanhado com batatinhas fritas em cebolada ou então acompanhado com arroz malandrinho de feijão.

Na carne o Café Jardim é famoso pelo seu cozido á portuguesa, assim como pela sua feijoada, que por norma é servida de entrada enquanto se espera pelo bacalhau! Sendo um restaurante minhoto também se podem degustar uns bons rojões assim como um bom arroz de frango de cabidela! Existe também a possibilidade do cabritinho no forno e para os mais cuidadosos com a saúde sempre podem optar por uma costeleta de vitela grelhada ou um bifinho.

As sobremesas, são á base de fruta da época ou então um cheesecake ou um leite creme tostadinho na hora.

Para beber opto sempre pelos alvarinhos da casa, o Casa de Canhotos ou então o Moradia, ambos oferecem-me garantias de extrema qualidade.

É tradição beber o café ao balcão, por isso não espere que lhe sirvam o café á mesa. Pedida a conta e se não se aventurar nas lampreias nem no sável é normal pagar-se cerca de 12.5€ pessoa. Justíssimo!


Experimentei no Casa de Canhotos 2009 e achei-o muito alcoólico no nariz, mas depois com o evoluir no copo tornou-se mais aromático.É um alvarinho sério, clássico e com um final longo. Talvez tenha sido colocado muito cedo no mercado, ainda merecia mais 1 mês de garrafa, mas não deixa de ser um óptimo exemplo de um alvarinho de Melgaço

domingo, 14 de março de 2010

Quinta do Regueiro Reserva 2009

Para quem goste de vinhos brancos é quase obrigatório conhecer este Quinta do Regueiro Reserva 2009.
Apesar de ainda só ter 3 semanas de garrafa, já se pode ter uma noção da grandiosidade deste vinho! Ainda muito fechado nos aromas, mas com tudo aquilo que é necessário para ser um grande vinho. Este vinho é daqueles que não engana.
Notas de Prova:
Aroma a despontar com algumas sugestões a frutas dos tropicos, límpido, cristalino e vigoroso. Fresco e muito mineral. Volumoso e poderoso.
Um Alvarinho a seguir atentamente.

segunda-feira, 1 de março de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Os ciganos do Alandroal


No fim de semana que antecedeu o Carnaval, eu e mais um grupo de fervorosos gastrónomos, decidimos rumar a sul para provarmos novos sabores alentejanos.
Desta vez escolhemos ir ao Alandroal, jantar ao muito afamado restaurante " Maria " .

O restaurante é na forma de um pateo alentejano, onde se podem ver como decoração algumas cordas com roupa a secar... gostos típicos alentejanos, digo eu.

Ao comunicar a nossa chegada ao restaurante, reparei que a tinham destinado para nós duas mesas, achei aquilo desagradável e juntamente com outras pessoas decidimos pedir para tentar colocar tudo numa mesa só, o pedido foi acatado com um bocadinho de má vontade.

Depois de estarmos sentados apareceu uma personagem, que devia ser o dono, com uma conversa de vendedor de banha da cobra a tentar impingir tudo e ainda mais alguma coisa, e vociferando inverdades pela boca fora, chegando mesmo a dizer que tinham estado lá pessoas a almoçar que estavam a 700kms de distancia! Um verdadeiro malabarista!

Ao ver tamanho circo, decidi pedir a carta dos vinhos, coisa que só me foi dada ao fim de muita insistência! Confesso que já não me lembrava de ter a sensação de que ia ser "roubado" num restaurante.Decidimos pedir vinhos da casa, a 10€ a garrafa, preço que achei elevado, acho que um vinho da casa num restaurante não devia passar os 5€.
A comida servida dividiu opiniões, apesar de eu ter apreciado bastante a perdiz, que apesar de ser de aviário (mas servida como se fosse de caça) estava bem confeccionada, assim como o pato em vinho tinto.
O serviço é apenas comparado ás bancas dos ciganos nas feiras, apesar de eu me sentir menos enganado pelos ciganos.
A Maria no Alandroal é na minha opinião um sitio a evitar!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Radio Voxx

Uma homenagem ás frases que serviam de "separadores" da rádio que a minha geração ouvia.

Tira os olhos d'aveia ócavalo

Sou pecador e tu vais-me tramar, não vais, Deus?...

Se gosta de carapaus de um dia para o outro, passe por cá amanhã...

obrigado, querida. depois, diz à mamã que o papá fica a fazer serão até mais tarde... VOXX, a rádio da Melinha!

0ooh Melinha, Melinha? anda cá, filha... traz essa lancheira ao papá.

Não confundir a obra prima do mestre com a prima do mestre de obras

Parecendo difícil isto não é nada fácil

A Soraia e o Antonio Pedro Vasconcelos


Ontem fui ver a ante estreia do filme " A bela e o paparazzo ", confesso que não ia á espera de um grande filme, mas ao contrario de muitos cinéfilos que só sabem dizer mal do cinema português mesmo sem ver os filmes, eu gosto de os ver para depois dizer de minha justiça.

Foi para mim uma alegre surpresa ver trabalhar o trio Nuno Markl, Marco d´Almeida e o Pedro Laginha, assim como a participação especial do Ivo Canelas, que para mim se está a tornar um caso sério do cinema nacional, fiquei com essa impressão desde o "Mistério da estrada de Sintra".

Os textos para estes actores estavam, na minha opinião, muito bem "esgalhados",as piadas fizeram-me rir a mim e a todo o cinema, o Markl faz um personagem que quase se podia colar a ele na vida real, o Pedro Laginha, também está muito bem, embora seja uma personagem com pouco para dizer.

O Marco D´Almeida limita-se a contracenar com a "vedeta" o que não o ajudou.

Quanto á Soraia Chaves, apenas tenho uma coisa a dizer, muito, mas mesmo muito mau!

Não gostei da personagem do Nicolau Breyner, nem da Maria João luiz, achei tudo muito forçado!

Um colega chamou-me atenção para o Fiat Punto cinzento que aparece 3 vezes no filme...podiam arranjar carros diferentes para fazer figuração.
Uma menção especial para o cão que entra filme... um grande cão actor!
Acho que todos devem ver o filme, quanto mais não seja para verem o exemplo de uma péssima actriz.


domingo, 24 de janeiro de 2010

Salitre!




Ainda existem restaurantes que me surpreendem pelo positiva.

O dia convidava a passear, fiz um telefonema decidimos passear e experimentar um restaurante que me tinham falado anteriormente.
Tinham-me falado num restaurante numa aldeia piscatória de nome Vila Chã, e sem demora decidi ir experimentar.
O restaurante chama-se Salitre e fica na avenida dos banhos nº10, em frente ao mar.
Chegamos cedo ao restaurante e tivemos o privilegio de puder escolher uma mesa mesmo em cima das ondas, onde podemos desfrutar de uma excelente vista.
A mesa estava posta com uns toalhetes a imitar o papel que se usava nas antigas "vendas de bacalhau" o que dava um aspecto engraçado á mesma.

Como entradas foram servidas umas tostinhas e um patê ainda a cheirar a mar que faziam dueto com umas azeitonas de qualidade média. Para entrada ainda decidimos pedir um polvo á galega, estava com uma textura excelente e um bom sabor, apesar de eu ter achado que o cozinheiro foi poupado no colorau e no azeite.

Para prato principal foi servida uma massada de tamboril, que estava divinal, um óptimo sabor, sem estar forte nem com excessivo picante que por vezes é usado para disfarçar os sabores.

Além do tamboril, a massada trazia também umas ameijoas e uns mexilhões óptimos.

A massada veio á mesa servida na própria panela onde foi confeccionada, mas tudo com uma
apresentação divinal.
A sugestão do vinho foi infeliz, bebemos um branco de 2007 Douro de nome "fraga da galhofa" que foi totalmente "abafado" pelos sabores intensos da massada.

Fiquei contente em ver que a carta de vinhos tem preços acessíveis e que podemos beber um óptimo vinho sem nos sentirmos "roubados"!
Serviço atento e eficaz!
Pedidos os cafés e a conta, pagamos 45€, sendo que 8€ foram para o polvo e 9.5€ para o vinho!

Restaurante a recomendar ao melhor dos amigos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um grande almoço!


Outro dia fui convidado para um almoço em casa de pessoas de família, quando se trata de almoçar em casa de pessoas com pergaminhos gastronómicos, eu arranjo sempre tempo para comparecer.
Antes de sair de casa, coloquei debaixo do braço uma magnum de Chaminé 2008 e lá fui eu a caminhar para o local do repasto.
Na mesa encontrei enchidos regionais de muito boa qualidade da zona da serra da estrela e de Montalegre, o dono da casa tratou logo de abrir um espumante Terras do Demo Bruto 2006 para que o namoro fosse de paixão...
Entretanto na cozinha a azafama tendia a diminuir, as pessoas responsáveis já provavam entre elas e temperavam para que nada saísse mal, e eu tentava satisfazer a minha curiosidade, mas nada conseguia ver...
Chega a ordem de sentar... e qual não foi o meu espanto quando vi aparecer uma cabidela de frango como mandam os pergaminhos das mais conceituadas tradições gastronómicas portuguesas.
Servi-me e comecei a provar... simplesmente delicioso, confesso que já não me lembrava de comer tão deliciosa cabidela, frangos caseiros, alimentados a milho e verduras e cozinheiras capazes de os transformar em tão delicioso petisco.
A acompanhar bebi um verde branco de nome Camélia de autoria do Anselmo Mendes que se comportou bem.
Depois de umas sobremesas, pão de e aletria, foi servido um The Balvenie Port Wood de 21 Anos... Que bom foi bebericar e no final sentir o travo do nosso vinho Porto.

Confesso, Sou um privilegiado







quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Jantar de Reis

Tive ontem o meu jantar de Reis, um jantar nada tradicional pois comi lasanha, uma lasanha caseira!
A lasanha estava excelente, mas o que em leva a escrever este post foi o que acompanhou o jantar, uma garrafa de Palácio da BREJOEIRA 2005!
Comecei a beber o vinho sem sequer ter olhado para a data de colheita, e o meu subconsciente
sugeria-me que estivesse perante um alvarinho novo, provavelmente de 2007... Qual não foi o meu espanto quando me disseram que o vinho era da colheita de 2005...

O vinho no copo tinha um cor citrina, uma cor viva sem mínimos vestígios de oxidação, tinha um aroma ainda muito floral, e também alguns toques a minerais.

Na boca era intenso e fresco, a fazer lembrar alguns aromas de frutas tropicais, talvez ananás ou mesmo manga, um vinho com 4 anos que parecia ter sido engarrafado na véspera.

Um alvarinho fabuloso a fazer lembrar que o Minho é terra mãe de excelentes vinhos brancos

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Restaurante O FILIPE


Ontem fui jantar a um dos meus sítios favoritos, o restaurante O FILIPE em Matosinhos.

Sempre que fui lá jantar nunca fui mal servido nem nunca jantei mal, é um sitio que podemos confiar sempre na qualidade de todos os produtos.


Depois de uma prévia reserva de mesa, que aconselho, foi-nos servido um melão com presunto que combinava na perfeição, o melão estava doce e ligeiramente fresco o presunto era de cura de frio, e quase que arrisco a dizer que se tratava de um reserva 15 meses.



Enquanto degustávamos o presunto, trouxeram-nos uns sonhos de bacalhau, um pãozinho quente, uns camarões ao alho e umas gambas que estavam deliciosas, apesar de eu achar um bocadito carote pagar 15€ por 6 gambas(300gramas).


Depois de termos devorado as entradas, decidimos apenas pedir Miminhos de Boi, pedaços de lombo de boi enrolados com bacon, servido com batatas fritas e grelos, uma delicia...


Para beber decidimos beber Quinta do Ameal Loureiro, que estava fabuloso, e como uma garrafa é sempre pequena, bebemos também meia garrafa de muralhas que surpreendeu tudo e todos.


É apenas de lamentar os preços praticados na carta de vinhos... a sabedoria popular costuma dizer que " é nos vinhos onde os restaurantes ganham dinheiro", mas já é tempo para acabar com isso e ter uma carta de vinhos com pelo menos 2 vinhos por região a preços acessíveis.

Pedimos cafés e conta e pagamos 66.5€

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Li no twitter ...

"QUERIDO PAI NATAL, AGRADECIA QUE ME ENVIASSES UM IRMÃO PEQUENINO"
Resposta do Pai Natal:
"ENVIA-ME A TUA MÃE"

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Um dia triste para gastronomia Portuguesa


Com muita tristeza que informo que hoje se perdeu um dos maiores embaixadores da gastronomia bairradina.
Faleceu Vidal Dias Ferreira proprietário da casa Vidal em Aguada de Baixo!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Café Valadares - Caminha

Descobri o Café Valadares numa das minhas pesquisas "interneticas" e cheguei á conclusão que teria de convencer a minha troupe gastronómica a visitar o espaço.

Arrancamos de Viana do Castelo no meio de uma autentica tempestade, mas á medida que nos dirigíamos para norte o clima ia melhorando o que para mim foi logo uma perspectiva de bons pronuncios.

Chegados a Caminha foi muito fácil dar com o sitio, é só virar á direita depois do Hotel, no fim da rua á esquerda e depois é só seguir o sentido obrigatório.

Mal nos sentamos fomos interpelados por uma senhora que inspirava extrema confiança, acomodou-nos, entregou-nos as ementas e começamos a ler aquilo que poderíamos degustar:

Tínhamos camarão da costa com um aspecto delicioso, uns mexilhões frescos, umas ameijoas que ainda mexiam os olhinhos, uma salada de búzios do mais elevado gabarito, umas navalheiras fresquíssimas e com um aspecto delicioso.

Decidimos pela salada de búzios, seguida por uns mexilhões ao vapor e umas ameijoas á Bolhão Pato, tudo simplesmente delicioso...

Para terminar foi-nos servido um creme de camarão, totalmente caseiro, nada daqueles cremes de camarão onde a base é feita com aqueles molhos de pacote... tudo caseirinho e quentinho, pois o frio lá fora já era muito.

Bebemos uns finos muito, mas mesmo muito bem tirados!

Depois dos cafés pedimos a conta e pagamos 60€, o que me leva a concluir que já não vale mesmo a pena atravessar o rio para ir comer marisco...

domingo, 29 de novembro de 2009

A mesa dos Quatro Abades


Depois da refeição fomos visitar um local que se não fica no fim do mundo, fica bem lá perto!

A mesa dos Quatro Abades é um sitio a visitar, pois as vistas são do outro mundo.

Aqui fica a explicação da existencia de tal dita mesa, tirada do site www.pontedelima.com

"O Livro do Tombo da freguesia de Calheiros, no ano de 1775, já cita a Mesa dos Quatro Abades. Consta de uma mesa em granito que se apoia no marco divisório das freguesias de Calheiros, Cepões, Bárrio e Vilar do Monte. O dito marco tem quatro faces onde estão gravadas as iniciais do nome da freguesia a que corresponde a mesma face.

Ao lado da mesa há quatro assentos, também em granito, colocados de tal modo que os respectivos abades sentavam-se dento do seu território à mesma mesa. Daí vem o nome de "MESA DOS QUATRO ABADES".

Atendendo a que S. Sebastião é o advogado contra a fome, peste e guerra, o povo invocava-o contra estas pragas. Para isso, fazia o chamado "Cerco à Freguesia".

Em dia combinado, saía da igreja paroquial a procissão de S. Sebastião, cuja imagem era transportada ao colo dos homens, e dirigia-se aos marcos divisórios com as freguesias vizinhas, percorrendo marco a marco até fazer o cerco à freguesia, pedindo a sua protecção para o território paroquial.

Chegados ao marco comum das quatro freguesias, o povo descansava e tomava a sua refeição, sem sair do seu território.

Os abades, que eram também presidentes da Junta, sentavam-se nos assentos correspondentes a cada freguesia e mesa comum.

Aí discutiam, debaixo dos olhares das imagens de S. Sebastião, os litígios entre freguesias, servindo os párocos-presidentes de neutros moderadores.

O pároco, sempre que o julgava necessário, ia consultar o seu povo.

No final, os párocos comunicavam os resultados das suas conversações e continuavam com o Cerco até ao ponto de partida."