sexta-feira, 28 de maio de 2010

Restaurante Casal Novo


Aqui em casa andávamos todos desejosos de comer umas sardinhas assadas, a época oficial da sardinha assada já tinha começado na terça-feira e ainda não se tinha tido oportunidade para as provar.

Saímos de casa em direcção à Apúlia pela A28, essa via rápida que o nosso governo quer portajar.
O restaurante escolhido não é nenhum exemplo de construção moderna, não tem empregados com formação superior em hotelaria, não tem toalhas nem guardanapos de papel mas todos aqueles que lá trabalham não tentam ser aquilo que não são! É um "tasco" genuíno com condições de higiene.

No restaurante a ementa é toda ela baseada em grelhados no carvão, mas também se pode degustar um marisco que é capturado na praia ali em frente, com a excepção das gambas, que essas são ali e em todo lado congeladas.

Para entrada pedimos uns camarões da costa, ou camarão de espinho como é conhecido mais a sul, que estavam bons, apenas cozidos com sal e com pouco tempero picante e acima de tudo fresquíssimos. Para entrada vieram também duas saladas uma de pimentos e uma de tomate coração de boi, que estavam de comer e chorar por mais, aqui a qualidade dos ingredientes conta muito.

Depois pedimos sardinhas, fomos logo avisados que elas eram pequenas, mas mesmo assim mandamos assar.... estavam fabulosas, já com a gordura a pingar no pão, cheias de sabor a mar e com uma textura óptima.

Depois das sardinhas ainda pedimos uma espetada de lulas, que estavam tenras e saborosas, mas não acrescentavam muito ao que estou habituado.

Para fim de refeição pedimos 4 clarinhas de Fão e cafés...
Pedida a conta pagamos 65€ por uma refeição para 4 pessoas..
Não é preciso ter um chef conhecido nem vir nos roteiros gastronómicos para as vezes se comer bem!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Barros - O Rei da Picanha


Sempre aceitei as recomendações para experimentar os restaurantes com muito cuidado, sempre suspeitei do "bom e barato", sempre suspeitei de "meia dose chega para quatro e ainda sobra". sempre que ouvia este tipo de comentários, ou confiava muito na pessoa e ia experimentar ou então esquecia-me que alguma vez tinha ouvido tal recomendação.

Desta vez recomendaram-me um restaurante em Trinaterra, aldeia pertencente a S.Mamede do Coronado, concelho da Trofa. Devia ter desconfiado por causa da localização geográfica do restaurante, mas como já tive alegres surpresas em restaurantes localizados no fim do mundo á mão esquerda, lá fui eu... O restaurante Barros- O Rei da Picanha esperava por mim!

Entrei na sala e vi que o restaurante era revestido a contra-placado manhoso e que para decoração existiam umas tshirt´s imundas (mesmo muito sujas) salpicadas pelas paredes, de repente reparo que no restaurante existia uma bola de cristal decorada com um cachecol do Trofense, a música era brasileira e de fraquinha qualidade, mas já estava num ponto sem retorno, tinha de jantar por lá.

Pedimos um rodizio corrido e picanha! As carnes do rodizio eram muito fraquinhas, com a excepção da Toscana que estava deliciosa.
A picanha era de muita fraca qualidade e nem sempre era cortada da melhor forma, eu que sou apreciador da carne mal passada tive de me contentar sempre com picanha extremamente bem passada, quase sola de sapato. A "maminha" ainda era mais dura assim como o "filet mignon" que só devia ser mignon de apelido. O lombo de porco assado estava regular. Não provei nem o frango nem as costelinhas de porco, que para mim eram novidade num rodizio.

O serviço apesar de esforçado era fraquissimo, e tínhamos um empregado que nos tratava por "meritíssimos", mas cumpriu sempre embora tenha sido notória a sua falta de formação hoteleira.
Pedimos a conta e pagamos cerca de 35€ para duas pessoas!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

As Romarias do Alto Minho

Este fim de semana passei por terras de Vila Praia de Ancora e descobri que numa aldeia próxima se estava a iniciar a romaria da Nossa Senhora da Cabeça.
A aldeia de Freixieiro de Soutelo estava em festa!
O bar da colectividade oferecia "feveras de Cavalo", enquanto o Jorge Campeão limitava-se a oferecer uma boa refeição.
Alto Minho no seu melhor...



quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Inferno tem uma sucursal no Porto

Existem sítios no Porto que são emblemáticos, sítios que fazem parte do passado das pessoas!

Falo-vos das galerias, Lumier que ficam na rua José Falcão! Quem não se lembra de ver um filme nas salas do lumier?
As galerias foram decaindo e os cinemas foram fechados, mas o espaço não morreu por completo, um investidor com a ajuda de uma figura pública decidiram colocar mãos á obra e criar um "cluster" de acolhimento para bares, lojas de roupa de autor, cabeleireiros , um tatuador e imaginem só uma loja de filatelia e coleccionismo.
A nossa escolha de ontem recaiu no Bar Inferno:


O espaço apesar de ser pequeno está muito bem decorado e sente-se que se está diante uma obra de arte vinda directamente do fundo dos infernos!
O serviço é simpático e muito eficiente e são praticados preços que qualquer pessoa os pode pagar, temos cerveja de pressão a 1€, copo de vinho branco a 1€ e flute de espumante a 1€ também, embora tenha sido o pior espumante que eu alguma vez provei.

A música é comum a todo o espaço e ontem cantava-se o fado, mas todos os dias existe musica de vários estilos... Um sitio a experimentar.

A Regaleira


Todos os gastrónomos do Porto, têm como seu Santo Grall a descoberta do sitio onde se come a melhor francesinha da cidade, eu apesar de não me considerar um gastrónomo de eleição, também tenho a minha demanda em busca da perfeição em forma de francesinha.

Ontem decidi voltar á casa onde nasceu a francesinha, ao restaurante a Regaleira!

A sala ainda se mantém igual ao dia da inauguração, apesar de inspirar limpeza a sala já se encontra totalmente desajustada para a restauração dos nossos dias. Fomos recebidos e sentados por um "garçon" que além de ter a mania que era cómico, gostava de mandar sempre umas "larachas" com referencia á sua sogra, confesso que não lhe achei piada e detestei a forma como por vezes interpelava a mesa.

Enquanto esperávamos pelas francesinhas foram servidas umas espetadas de gambas em molho de vinagrete picante, que estavam sofríveis, assim como uns croquetes que não feriam o plato, mas também não se revelavam uma grande especialidade.

As francesinhas apresentaram-se á mesa com um aspecto não muito fiável, um molho acastanhado com umas pintas vermelhas salpicadas, pintas essas que eram simplesmente "piri piri" do mais picante possível.

O recheia da francesinha era á base de fiambre e salsicha fresca tudo em proporções muito limitadas, e quase de certeza que os enchidos não eram da Salsicharia Leandro pois a qualidade não era das melhores.

Pedida a conta, apanhamos um choque!!! 3 pessoas pagamos 65€ para comer 3 francesinhas e beber uns finos!!! Achei caríssimo para uma restaurante fora de moda, com um empregado com a mania que é comediante e com francesinhas que não são feitas com os melhores produtos.

A Regaleira pode ter sido a "mãe" de todas as francesinhas, mas não soube evoluir, não procurou os melhores ingredientes, não procurou melhorar o molho, vive á custa da fama conquistada no tempo em que a sua francesinha era um seu exclusivo. Sinceramente não voltarei lá!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Kopke Branco 2009

A kopke foi a primeira empresa a dedicar-se á exportação de vinhos do Porto! Desde de 1638 que existem vinhos com o carimbo da casa Kopke.


Nos últimos anos a Kopke decidiu dedicar-se também aos vinhos de mesa tranquilos, e conseguiu provar que para um consumidor retirar prazer de um vinho não precisa gastar muito dinheiro.

O vinho branco Kopke 2009 apresentou-se no copo com uma cor amarela pálida, no nariz o vinho deixava escapar aromas de muita fruta fresca. Na boca o Kopke 2009 era fresco, equilibrado, um vinho totalmente despreocupado! Um vinho que acompanha muito bem peixes de grelha, mariscos ou mesmo a solo numa esplanada a ver o mar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Batô, Leça da Palmeira


Por muito que o tempo passe e a idade nos pese nas pernas, existem sítios que fazem sentido ir quando nos apetece ouvir boa música!
Sítios onde nos sentimos em casa, sítios onde as pessoas são amistosas e tratam-nos bem e como velhos amigos.
No Sábado decidi voltar lá!
O Batô sofreu algumas obras, afinal já leva 38 anos de idade, mas no essencial tudo continua igual ao velho convés de uma caravela que continua a navegar ao ritmo da boa música de índole mais alternativa. Hoje em dia a clientela já é mais jovem, embora por vezes ainda se encontrem por lá alguns saudosistas que ainda preferem o som das guitarras aos ritmos dos órgãos mágicos da música de dança.

Largo do Castelo 13 - Leça da Palmeira
4450-631 LEÇA DA PALMEIRA
Distrito: Porto
Concelho: Matosinhos
Freguesia: Leça da Palmeira
Contactos Telefone
229953405

quarta-feira, 31 de março de 2010

CiCoNia

Por vezes quando menos se espera, encontram-se vinhos que nos surpreendem pela positiva, ou porque são vinificados de uma forma diferente ou porque são feitos com uvas de castas pouco usuais.
O vinho que me acompanhou ontem, foi vinificado normalmente e usou uvas das castas Aragonês, Touriga Nacional e Trincadeira, tudo espécies que qualquer um dos consumidores já ouvi falar.

O vinho em causa chama-se Ciconia Reserva 2008 ! Ciconia é a designação em latim de Cegonha Branca que tem como um dos seus principais habitats o Alentejo.
O vinho apresentou-se no copo com uma cor escura, com um aroma ainda bastante fechado o que me leva a crer que decantar este vinho e areja-lo um par de horas antes do o beber só o irá tornar ainda mais aprazível.
Na boca, encontramos sugestões de fruta madura e conseguimos perceber que o casamento com a madeira foi um enlace bastante feliz. É um vinho bem estruturado com taninos firmes que lhe dá longevidade e uma persistência em fim de boca.
O vinho acompanhou muito bem um frango no churrasco sem picantes, mas pode ser um fiel companheiro para carnes de forno ou mesmo para queijos.
Adquiri a minha garrafa no super mercado do El Corte Inglês por 6.5€,o que é um excelente preço para a qualidade do vinho.


segunda-feira, 29 de março de 2010

O meu Porto de Abrigo



Quando se anda em passeio por Moledo do Minho, e se aproxima a hora da refeição é, pelo menos para mim, difícil resistir ao chamamento do restaurante Ancoradouro.
Sou cliente do Restaurante Ancoradouro , quase desde o primeiro dia, ainda me lembro quem me recomendou o restaurante pela primeira vez, recordo-me quem foi o meu ilustre companheiro de degustação, assim como o que comi de entrada. Existem sítios que marcam!
Ontem em Moledo nem hesitei, sabia que o Ancoradouro seria a melhor opção para um sossegado almoço de Domingo.
Sentado á mesa, decidi confiar mais uma vez nas recomendações do Sr Alfredo, que recomendou a Posta á Mirandesa! Quando se confia é difícil dizer que não!

Para entrada, foi servido um chouriço na brasa que cumpriu, assim como uma alheira na brasa que estava deliciosa, fico com pena de as azeitonas serem vulgares.
Para beber optamos por água, refrigerantes e depois uma cerveja, devido aos acontecimentos da noite anterior o vinho não iria ser um feliz companheiro.

O serviço ontem não esteve nos seus melhores dias, não por culpa do Sr Alfredo, mas da cozinha que estava a demorar a mandar cá para fora as iguarias pedidas, suponho que fui o ultimo a chegar e pela lógica o ultimo a ser atendido, mas nada de alarmante!

A posta á mirandesa foi servida acompanhada por batatinhas assadas e a murro, e por uma travessa de legumes salteados, tudo muito bem confeccionado e levemente regados com azeite de boa qualidade. A carne estava no ponto, tenrissima, estava suculenta, estava "bloody" estava ao meu gosto. Bendito seja aquele que consegue transformar um pedaço de carne barrosã num manjar dos Deuses!

Para sobremesa foi servida uma salada de frutas frescas, cortadas na hora e com a opção de uma bola de gelado de manga a acompanhar.
Pedimos café e conta e pagamos por um almoço para duas pessoas 51.55€, sei que não é um preço muito acessível, mas dias não são dias e as vezes apetece algo especial.


Ancoradouro
Rua João Silva 522-r/c
4910-264 Moledo
Tel: 258 722 477
Encerra à segunda-feira de 1 de Julho a 31 de Setembro. Abre à sexta, sábado, domingos e feriados, de 1 Outubro a 30 Junho

segunda-feira, 22 de março de 2010

O Galucho


Fui desafiado por um ilustre utilizador da rede twitter para experimentar a gastronomia da região de Paredes. Como sou um curioso e adoro comer bem, nem hesitei em sair de casa para me aventurar em terras que são para mim totalmente desconhecidas.
Saí do Castelo da Maia em direcção a Paredes com a ajuda do google maps e de um GPS, preparado para encontrar o tão afamado restaurante Galucho! Tínhamos como ponto de referencia a freguesia de Beire e se não fossem os acessos parecerem caminhos de bouça tínhamos chegado mais rapidamente, mas também entendo que a chuva tem esburacado muitas estradas.

Encontramos o restaurante e ficamos de boca aberta a ver a quantidade de carros que existiam na rua, mas olhando para dentro do restaurante só víamos mesas vazias. Decidimos entrar e verificamos que o restaurante opera numa sub cave.
A sala é fraquinha e totalmente desaquada para o tipo de gastronomia que lá servem.

Sentados, e com a lista á frente pedi um espumante Aliança tinto bruto, e qual não foi o meu espanto quando o empregado gritou para dentro do balcão a perguntar a ver se havia... a resposta foi negativa e ele apressou-se a recomendar um espumante de nome Silvoso, eu já estava por tudo e decidi aceita a sugestão.
O vinho espumante foi-nos apresentado da forma que a fotografia mostra. O espumante era extremamente gaseificado e sem alma, sem cheiro, sem nada.
De entrada serviram-nos língua de vaca com grão de bico, orelheira e moelas! Para a refeição escolhemos aquilo que eles chamam a "panela da avó" que não é mais nem menos que uma panela de cobre com um grelha em cima para que se asse a carne em cima da mesa.
A carne é apresentada fatiada muito fina e temperada apenas com sal, não estava má mas não trouxe novidade nenhuma ao meu panorama gastronómico, o problema era o cheiro a fumo e a comida que tresandava dentro do restaurante. Imaginem uma cave, sem exaustão de fumos e onde os pratos servidos são carnes assadas na pedra e em grelhas em cima das mesas, o fumo era muito e os cheiros davam cabo de qualquer banho.


Não pedimos sobremesa, e tentamos sair rapidamente do restaurante e na saída deparo com este cachecol !!!
Aproveito para deixar um conselho ao dono do restaurante, para sempre que ele vá a Fátima que reze muito, mas mesmo muito para que a ASAE não lhe entre pela porta dentro e lhe feche o restaurante.

quinta-feira, 18 de março de 2010