sábado, 1 de fevereiro de 2014
domingo, 29 de dezembro de 2013
Los Ibericos
A modernidade tem destas coisas. Eu explico:
Andava eu a tirar o pó ao meu facebook, quando vi uma
recomendação de um novo restaurante que estava a abrir em Leça da Palmeira. O
nome era sugestivo, Los Ibericos, diziam que eram um restaurante de tapas e
gastronomia Ibérica. E lá fui eu!
Mesa marcada com algumas horas de antecedência e lá parti eu
para Leça da Palmeira, pelo caminho ia-me questionando o porquê de eu não me lembrar
da ultima vez que fiz uma refeição em Leça, e logo eu que gostava tanto de
alguns restaurantes.
Carro estacionado, casaco vestido e lá entrei eu no espaço
Los Ibéricos.
O restaurante funciona em duas partes, a primeira parte com
um balcão e poucas mesas, um sitio onde se pode picar, beber um copo ou até
mesmo esperar pelos amigos mais atrasados para o jantar. Este espaço é para
fumadores.
A segunda parte do restaurante funciona no andar de cima,
uma sala ampla, revestida a madeira e ladeada por algumas janelas com vista
para o largo do castelo.
Na minha opinião a disposição das mesas está um bocadinho
atabalhoada, ou seja existem mesas a mais, uma pessoa está a comer e a sentir a
respiração do vizinho do lado que janta a menos de 30cms de nós.
Para tapear pedimos uns calamares (5,10€), que estavam com
uma polme bem feita mas na boca mostraram-se um bocadinho rijos, depois vieram
as gambas al ajillo que estavam fabulosas, achei apenas exagerado o preço,
9,90€ por 8 gambas.
Seguiram-se uns mexilhões de vinagreta (3,90€), que estavam
muito bem feitos e uma açorda de cogumelos (7,40€) que só não têm nota máxima
porque o Chef se esqueceu do sal.
Para terminar foi servido um bife do lombo que estava no
ponto, acompanhado com uns legumes salteados e umas batatas fritas á inglesa.
Para beber começamos com uma cerveja Mahou (2,80€) e depois
passamos para um Passarela Rosé “brazileiro” (9.50€).
A refeição foi boa, tudo aquilo que provei estava bem confeccionado,
o serviço um bocadinho imaturo mas simpático e esforçado. Os preços das bebidas
eram exagerados, dou como exemplo um espumante charles pelitier bruto que custa
6,50€ na loja e estava na carta a 18€, são 3 vezes mais o preço de custo ou um
Vinha do Meio Queijo, um vinho que ronda os 4€ e estava na carta a 12€. Na
minha opinião um brutal exagero.
P.S. Enquanto jantava lembrei-me porque deixei de frequentar alguns restaurantes de Leça da Palmeira, putos a berrar, os pais simplesmente a marimbarem-se para os putos.
E eu gosto de jantar sossegado!
P.S. Enquanto jantava lembrei-me porque deixei de frequentar alguns restaurantes de Leça da Palmeira, putos a berrar, os pais simplesmente a marimbarem-se para os putos.
E eu gosto de jantar sossegado!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Tintos para peixe
Ontem no Restaurante Oxalá a sugestão passou por um robalo na brasa com um arroz de coentros e uma açorda de ovas.
Para beber foi-nos sugerido um vinho tinto. As primeiras reacções á sugestão foram de espanto, " vinho tinto com peixe?, não devia ser branco?", mas quem sugeriu manteve-se firme e voltou a sugerir um tinto jovem, frutado para acompanhar com o peixe.
Depois de algumas piadas pelo meio lá decidimos seguir viagem com o nosso tinto!
O tinto foi decantado e servido a uma excelente temperatura, era jovem, educado na boca e nunca competiu com a delicadeza do robalo. As vezes sentimos medo de experimentar, temos receio que algum enofilo mais snob nos olhe de lado e nos aponte o dedo por estarmos a fugir ao estereotipo do branco com peixe e tinto com carne.
Este tinto elevou a refeição a um patamar superior.
É de louvar também o arroz de coentros, um acompanhamento perfeito para o peixe e para o tinto em causa.
Terminamos com um Quinta da Garrida 2001 touriga nacional para acompanhar uma tábua de queijos e um misto de doces e frutas laminadas.
Outra coisa, o tinto em causa era o Herdade do Arrepiado Velho.
Serviço profissional.
Para beber foi-nos sugerido um vinho tinto. As primeiras reacções á sugestão foram de espanto, " vinho tinto com peixe?, não devia ser branco?", mas quem sugeriu manteve-se firme e voltou a sugerir um tinto jovem, frutado para acompanhar com o peixe.
Depois de algumas piadas pelo meio lá decidimos seguir viagem com o nosso tinto!
O tinto foi decantado e servido a uma excelente temperatura, era jovem, educado na boca e nunca competiu com a delicadeza do robalo. As vezes sentimos medo de experimentar, temos receio que algum enofilo mais snob nos olhe de lado e nos aponte o dedo por estarmos a fugir ao estereotipo do branco com peixe e tinto com carne.
Este tinto elevou a refeição a um patamar superior.
É de louvar também o arroz de coentros, um acompanhamento perfeito para o peixe e para o tinto em causa.
Terminamos com um Quinta da Garrida 2001 touriga nacional para acompanhar uma tábua de queijos e um misto de doces e frutas laminadas.
Outra coisa, o tinto em causa era o Herdade do Arrepiado Velho.
Serviço profissional.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
DIzTINTO 2010
Quando ouvi o plop da rolha a sair da garrafa e comecei a sentir todos os aromas que saíam da garrafa do Diztinto 2010, fiquei surpreso! Em breves momentos a sala ficou inundada de aromas a bosque e a campo.
No copo o Diztinto apresentou uma linda cor rubi, enquanto na boca o vinho sugeria-nos sabores a amoras ou framboesas.
A minha garrafa fez uma união de facto com um frango no churrasco, e que bem que eles se deram.
Um grande vinho produzido pela Fonte de Avis Sociedade Agrícola, Lda.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Quintas de Melgaço Vindima Tardia
Ando sempre a tentar provar vinhos novos, vinhos diferentes, vinhos audazes, vinhos que corajosamente tentam fugir á monotonia e avançam com um novo estilo de modernidade e originalidade.
O vinho de hoje é um vinho que acima de tudo prima pela originalidade.
O Quintas de Melgaço Vindima Tardia, é um vinho feito com uvas vindimadas em Dezembro, uvas que são atacadas por um fungo (Botrytis cinerea) que lhe dá uma podridão nobre.
No copo o vinho apresenta a cor de um raio de sol pela manhã, na boca encontramos sugestões a mel, frutos secos e algum ananás maduro. Uma acidez equilibrada e atraente.
Tem um final de boca longo e complexo.
Ideal para partilhar com alguém de quem se goste muito.
O vinho de hoje é um vinho que acima de tudo prima pela originalidade.
O Quintas de Melgaço Vindima Tardia, é um vinho feito com uvas vindimadas em Dezembro, uvas que são atacadas por um fungo (Botrytis cinerea) que lhe dá uma podridão nobre.
No copo o vinho apresenta a cor de um raio de sol pela manhã, na boca encontramos sugestões a mel, frutos secos e algum ananás maduro. Uma acidez equilibrada e atraente.
Tem um final de boca longo e complexo.
Ideal para partilhar com alguém de quem se goste muito.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Marta Casanova Friends Colection
Sempre gostei da enologia no feminino!
Ao longo dos meus tempos de enófilo sempre procurei vinhos
feitos por mulheres. Mulheres que abdicaram de uma vida laboral confortável,
para serem felizes no comando de uma adega, mulheres sem medo de partir uma
unha ou sujarem as mãos. Mulheres que ousaram fazer bem e melhor num mundo de
Homens.
Conheci o trabalho da Marta Casanova quando provei um
Brunheda vinhas velhas 2000, era um vinho impressionante, aromático, cheio de
cor, com sugestões de compota e ginja! Um grande vinho.
A partir desse dia nunca mais perdi de vista o trabalho
dela.
Desta vez Marta Casanova surpreendeu-me, e muito! Lançou um
vinho do Douro que é uma homenagem aos amigos, aos amigos que a ajudaram a
fazer a vindima e a vinificar o vinho e aos amigos de 4 patas que a acompanham
ao longo do dia-a-dia no Douro.
Ainda não tive a oportunidade de provar o vinho embora já
tenha a garrafa em cima da minha secretaria, mas tenho a certeza que este vinho
será The next big thing.
Para terminar acho que é importante lembrar que uma
percentagem da venda de este vinho reverte a favor de uma instituição de apoio aos animais abandonados.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Treinta Mil Maravedis
Confesso que quando me sugeriram este vinho eu não fazia a mínima ideia que Madrid tinha uma zona vinícola demarcada. Sempre olhei para Madrid como sendo uma cidade cosmopolita e nunca pensei que nas redondezas ainda existisse espaço para o cultivo da vinha.
Costumo dizer que em Espanha também se produzem grandes vinhos e a prova disso é este Treinta mil Maravedis que eu recentemente provei.
Um vinho feito a partir de uvas Garnacha (90%) Syrah (5%) e Morenillo (5%).
No nariz sente-se um forte aroma a frutas vermelhas, sugestões de cereja e morango.
Na boca o vinho é forte mas ao mesmo tempo delicado, um vinho guloso que dá imenso prazer beber.
Costumo dizer que em Espanha também se produzem grandes vinhos e a prova disso é este Treinta mil Maravedis que eu recentemente provei.
Um vinho feito a partir de uvas Garnacha (90%) Syrah (5%) e Morenillo (5%).
No nariz sente-se um forte aroma a frutas vermelhas, sugestões de cereja e morango.
Na boca o vinho é forte mas ao mesmo tempo delicado, um vinho guloso que dá imenso prazer beber.
domingo, 6 de outubro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
sábado, 31 de agosto de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
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