segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os vinhos nos restaurantes

Sempre fui da opinião que sempre que a carta de vinhos do restaurante for de preços exagerados, nós como clientes devemos pedir sempre outra bebida qualquer, nem que seja coca-cola ou cerveja.

Tudo bem que os restaurantes têm de fazer investimentos nos copos, é preciso pagar aos funcionários e por vezes o vinho não “roda” da forma desejada e por vezes transforma-se num “mono” na garrafeira do restaurante. Ou por vezes as pessoas aparecem já com o gosto formatado e só sabem pedir “muralhas” ou “monte velho”, as vezes ainda variam pelos vinhos da Aveleda ou da Sogrape mas nem sequer se dão ao trabalho de ler a carta e ver se existem coisas novas ou mais atraentes. Será que têm medo das novidades? Será que se sentem felizes em conhecer apenas 3 ou 4 tipos de vinhos?

Existem alguns “donos” de restaurante que pensam que as pessoas não estão por dentro dos preços de mercado e cobram pequenas “fortunas” por vinhos básicos e corriqueiros o objectivo é ganhar tudo de uma vez só, será que ainda não perceberam que se o vinho for acessível as pessoas bebem mais um bocadinho, se estiverem um grupo em vez de pedirem 2 garrafas podem pedir 3 ou 4? Ou até mesmo pedir vinhos diferentes para as entradas e para a refeição.

Certa vez num restaurante italiano bem famoso aqui no burgo, o “dono” do dito começou a gabar a sua garrafeira e a fazer-me sugestões, eu comecei a ler a carta de vinhos e encontrei um vinho que num supermercado custa 3€ a ser vendido por 15€… claro que demonstrei o meu descontentamento e pedi coca-cola, e a partir dessa data nunca mais bebi vinho nesse restaurante.

É preciso que os “donos dos restaurantes” se tornem empresários hoteleiros, que saibam analisar o mercado, que saibam mudar a carta regularmente para terem sempre novidades e que acima de tudo sejam honestos nos preços, não sou radical como algumas pessoas que dizem que os restaurantes só deviam cobrar 10% de margem, pois nem abrir uma garrafa de vinho sabem. Pode ser que com a vulgarização do vinho a copo as coisas mudem, mas já me aconteceu num bar da moda, pagar por um copo de vinho o preço da garrafa. Assim não vamos lá.

3 comentários:

Mário de Sá Peliteiro disse...

Esta semana estive no solar do Alvarinho, em Montralegre.
Pedi uma tábua de presunto e um copo de vinho Alvarinho (podia ser daquelas garrafa em que fiz a prova no andar de cima). Não vendiam vinho a copo. Então pode ser uma garrafa de 375. Não vendiam garrafas pequenas. Então levo o presunto para o andar de cima e vou "provando". Não pode ser. Então vou lá em cima e trago um copo das provas. Também não pode ser. Olhe minha senhora então nem quero presunto nem quero o vinho; passe muito bem!

Mário de Sá Peliteiro disse...

Melgaço em vez de "Montralegre". Juro que não bebi, hoje.

Ricardo Campos disse...

só conheço um sitio onde se promove o Vinho do Porto, onde se pode beber um copo e pagar 0,80€ por copo ou então apostar numa gama mais elevada e pagar 2€ por copo...
experimenta o solar do vinho do porto , não há presunto mas tem um excelente bolo de chocolate.