segunda-feira, 22 de março de 2010

O Galucho


Fui desafiado por um ilustre utilizador da rede twitter para experimentar a gastronomia da região de Paredes. Como sou um curioso e adoro comer bem, nem hesitei em sair de casa para me aventurar em terras que são para mim totalmente desconhecidas.
Saí do Castelo da Maia em direcção a Paredes com a ajuda do google maps e de um GPS, preparado para encontrar o tão afamado restaurante Galucho! Tínhamos como ponto de referencia a freguesia de Beire e se não fossem os acessos parecerem caminhos de bouça tínhamos chegado mais rapidamente, mas também entendo que a chuva tem esburacado muitas estradas.

Encontramos o restaurante e ficamos de boca aberta a ver a quantidade de carros que existiam na rua, mas olhando para dentro do restaurante só víamos mesas vazias. Decidimos entrar e verificamos que o restaurante opera numa sub cave.
A sala é fraquinha e totalmente desaquada para o tipo de gastronomia que lá servem.

Sentados, e com a lista á frente pedi um espumante Aliança tinto bruto, e qual não foi o meu espanto quando o empregado gritou para dentro do balcão a perguntar a ver se havia... a resposta foi negativa e ele apressou-se a recomendar um espumante de nome Silvoso, eu já estava por tudo e decidi aceita a sugestão.
O vinho espumante foi-nos apresentado da forma que a fotografia mostra. O espumante era extremamente gaseificado e sem alma, sem cheiro, sem nada.
De entrada serviram-nos língua de vaca com grão de bico, orelheira e moelas! Para a refeição escolhemos aquilo que eles chamam a "panela da avó" que não é mais nem menos que uma panela de cobre com um grelha em cima para que se asse a carne em cima da mesa.
A carne é apresentada fatiada muito fina e temperada apenas com sal, não estava má mas não trouxe novidade nenhuma ao meu panorama gastronómico, o problema era o cheiro a fumo e a comida que tresandava dentro do restaurante. Imaginem uma cave, sem exaustão de fumos e onde os pratos servidos são carnes assadas na pedra e em grelhas em cima das mesas, o fumo era muito e os cheiros davam cabo de qualquer banho.


Não pedimos sobremesa, e tentamos sair rapidamente do restaurante e na saída deparo com este cachecol !!!
Aproveito para deixar um conselho ao dono do restaurante, para sempre que ele vá a Fátima que reze muito, mas mesmo muito para que a ASAE não lhe entre pela porta dentro e lhe feche o restaurante.

7 comentários:

Buck Naked disse...

oh pah: parti me a rir com esta tua aventura!!!tu bem sabes que eu normalmente nunca condeno ah partida uma ciencia que desconheço... mas em paredes tavas ah espera de que??

Joli disse...

Tenho de concordar que o pormenor do cachecol está maravilhoso, com os garrafões a compor o ramalhete, muito bom :)

Anónimo disse...

Não tens jeito nenhum para criticar seja o que for ,deves ser cego nesse restaurante há exaustão de fumos.

Será que há tanta gente com mau gosto ,por isso e que esse restaurante ta sempre cheiro.

Num Restaurante cheira a comida, numa padaria querias que cheirasse a ferro fundido.

Sou grande admirador de esse restaurante que criticas.

Sérgio Valongo

Aurelio Estorninho disse...

o galucho é bom para aquelas gentes tipo grunhos...

Sara Visum disse...

E também é bom para gente anónima que assina com o nome ao final. Outra coisa muito boa: se um dia há um incêndio e "ta sempre cheio", quero ver qual será o número de pessoas que, ao sair do hospital, voltam lá para jantar. Além disso, naquela zona, o galucho deve ser considerado um luxo - vivam as boas tasquinhas de Paredes que servem pregos, bifanas e minis.

José Mendes disse...

Como infelizmente para alguns comensais o comer bem tem que ser em locais de grande fineza e apresentação.
O aspecto do Galucho pode não ser dos melhores mas em questão de refeições são autenticos manjares para apreciadores.
Este "expert" teve em primeiro o azar provavel de escolher o dia errado, azar nas entradas que costumam ser muitas e variadas, apenas provou a Panelinha da Avó, (é este o termo correcto), mas nem sequer provou o bacalhau no forno ou a posta na pedra, autenticos manjares, bem como outros que têm por lá.
Mais, para o que desdenhou esta casa, é a única que conheço que em caso festivo, como um aniversário, oferece o bolo e o espumante sem qualquer adição á conta.
Não se pode agradar a gregos e a troianos, mas convém também não denegrir uma casa só porque não nos agrada.
O que não serve para mim pode servir para os outros.

Ricardo Campos disse...

Caro SR José Mendes:

Tem noção que o restaurante em causa fica numa cave com pouca exaustão?

Tem noção da apresentação do vinho que me foi servido?

Acha que por a casa oferecer bolo no dia de aniversario faz dela uma melhor casa?

Eu apenas expressei a minha opinião de uma experiência que vivi, a panelinha da avó estava boa, mas não deixa de ser carne grelhada assada pelo cliente.

Mais uma vez lhe digo que limitei-me a expressar a minha opinião e não denegri a cas, nem escrevi nenhuma mentira, vale o que vale.